Karaokê - Diversão sem Limites !
- 29 de jun. de 2017
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A palavra "Karaoke", na língua japonesa, é um substantivo formado pelas palavras kara空 contração de "Karappo" ("vazia") e ōkesutora (オーケストラ, "orquestra"), ou seja "orquestra vazia", uma alusão à música instrumental tocada sem músicos ao vivo, pois são utilizados playbacks gravados.
O karaokê foi inventado no Japão por Daisuke Inoue (nascido em 10 de maio de 1940 em Osaka), que, em 1971, montou e alugou os primeiros 11 aparelhos para bares em Kobe.
Daisuke não ganhou praticamente nada com a sua invenção, que é agora mundialmente famosa, pois não patenteou sua criação.
Quando falamos de Karaokê no Brasil, nos referimos na maioria das vezes aos bares ou restaurantes que possuem um ambiente especialmente preparado com uma aparelhagem específica: um salão com boa acústica, caixas de som, amplificadores, mesas de mixagem, microfones e pedestais (normalmente um par), monitores de TV que servem para mostrar a imagem gerada por um aparelho de karaokê dedicado ou mesmo um PC rodando programas de karaokê, onde a letra aparece sincronizada com a música.
Um elemento crucial que não podemos deixar de mencionar: a pasta de canções disponíveis. A quantidade e qualidade das músicas tem um peso relevante para a alegria dos frequentadores. Podem variar de algumas centenas até milhares de canções.
As canções são divididas normalmente por título em ordem alfabética ou cantor em ordem alfabética. Além disso podem ser dividas por idiomas como "Nacionais" ou "Internacionais". Os idiomas mais populares em termos de canções de Karaokê no Brasil são em Português brasileiro, Inglês, Espanhol, Italiano e em algumas casas encontramos canções em Japonês.
Cada cliente tem sua vez de cantar, determinada por uma fila que pode ser definida por mesa ou por pedido. A fila em um bar de Karaokê é um dos elementos mais críticos pois a maioria dos frequentadores de Karaokê vão justamente para cantar. Nenhum cantor ou cantora de Karaokê se sente bem se houver problemas na ordem da fila ou se eventualmente esquecerem de incluir sua canção na rodada. Isso porque dependendo da quantidade de cantores na fila de canções, a espera pode ser muito longa (mais de 1 hora).
Alguns bares de Karaokê cobram por música cantada enquanto outros cobram uma taxa para acesso ao direito de cantar.
Há bares com apenas um ambiente com mesas, cadeiras, um palco e a aparelhagem e também bares que oferecem salas privativas onde pode-se alugar o espaço por algumas horas, incluindo a aparelhagem e um Karaokê-J que programa as músicas para os clientes.
Há também uma outra modalidade de Karaokê que pode ser feita em ambiente privado, com por exemplo, festas de aniversário, onde se aluga todo o conjunto de equipamentos por um período determinado, promovendo muita diversão para os convidados.
Não podemos deixar de mencionar uma modalidade cibernética de Karaokê, o Karaokê digital, onde se utilizam aplicativos de celular, como o Smule ( https://www.smule.com/ ) , ou programas de chat de voz como o Paltalk ( http://www.paltalk.com/ ) ou mesmo programas de acesso a mundos virtuais como o Second Life ( http://secondlife.com/ ) onde proliferam espaços virtuais digitais de Karaokê.
Em outros países como o Chile, há Karaokês com um processo um pouco mais exigente, onde não há letra para ser lida de acordo com a melodia. Há somente o playback com a música e o microfone aberto onde o cliente deve cantar de "memória".
Na Venezuela, há bares de Karaokê muito semelhantes aos nossos no Brasil. Os venezuelanos também apreciam a sociabilização promovida pelo Karaokê, sendo que apreciam muito músicas em Espanhol e Inglês, e também algumas em Português do Brasil, especialmente músicas antigas do "Roberto Carlos".
Na Colômbia, especificamente em Bogotá, há bares de Karaokês excelentes, com ambiente de primeira linha e seleção de canções com qualidade. Eu particularmente visitei alguns bons bares com uma acústica excelente e uma seleção boa de canções. Um dos bares referência é o Nick Havana em Bogotá ( http://www.nickhavana.com/ ).
Na Alemanha também há bares de Karaokê, porém a maioria com canções em idioma alemão e também em inglês.
Nos Estados Unidos, há Karaokês muito similares aos do Brasil. As músicas são normalmente cantadas em inglês porém encontram-se música também em Espanhol.
Regras em bares de Karaokê no Brasil
Como toda atividade social, há regras definidas pelo estabelecimento comercial, principalmente relacionado a:
Sequência da lista ou vez de cantar (afinal a vez do cantor na fila é sagrada).
Número de pessoas que podem cantar por vez
Como proceder, na ausência do cliente em vez de cantar (afinal precisamos ir ao "toilet" uma vez ou outra).
Para o bom convívio, os clientes devem seguir o protocolo da casa, evitando assim reclamações, pois a maioria dos clientes que frequentam Karaokês querem realmente soltar a voz.
O ato de soltar a voz é realmente o momento mágico que todo frequentador de Karaokê aguarda ansiosamente.
Karaokês bem gerenciados definem regras claras e justas, e todos os frequentadores devem ser informados para que não ocorram reclamações.
Apesar de ser senso comum, o respeito à fila e respectiva vez do cantor, existem casas que não possuem um gerenciamento adequado da fila de cantores, privilegiando por exemplo, clientes frequentes ou grupos de conhecidos da casa. Isso cria o que chamamos na forma popular de "panelinha", fazendo com que tais grupos "panelinha" e seus membros tenhas privilégios acima dos clientes não tradicionais.
Uma forma de gerenciar esta situação desagradável é manter regras claras e transparentes para todos os frequentadores.
Algumas dicas de etiqueta no karaokê:
Evitar repetir a música que alguém já cantou, em sequência ou em curto período de tempo, durante o encontro.
Retribuir a atenção do público e à performance de outros cantores e demonstrar apreciação.
Evitar atrapalhar a performance do cantor/cantora gritando ou conversando muito alto.
Evitar ser oportunista e agarrar o segundo microfone enquanto um cliente faz sua performance. Nem todos querem um parceiro de cantoria, afinal eles pagam sua vez de cantar.
Aplaudir também é um sinal de respeito e uma boa prática. Afinal, quem não gosta de aplausos?
Não mudar de mesas para não entrar duas vezes na fila em uma mesma rodada, no caso de casas que fazem o controle da vez por número de mesa. A vez do cantor de Karaokê é sempre sagrada.
Enfim, as boas maneiras também tem vez em bares de Karaokê. Se seguidas corretamente , resultam em noites memoráveis e agradáveis a todos os frequentadores.
Quando a mágica da Sinergia acontece...
Lembro-me de algumas noites que costumo chamar de mágicas, quando há poucos cantores porém de qualidade e acontece a mágica da sinergia.
A sinergia é a sequencia de canções que de forma espontânea seguem um estilo musical, tema ou simplesmente harmonia, e criam uma corrente de energia maravilhosa entre os presentes, atraindo a atenção de todos num momento que fica registrado na memória.
As chances da sinergia acontecer em Karaokês lotados é mínima, porém não impossível, mas a probabilidade aumenta em dias menos movimentados.
A minha experiencia pessoal me leva a concluir que dias menos movimentados são relacionados ao começo da semana (segundas, terças e quartas). Os dias mais movimentados são quintas, sextas, chegando ao pico nos sábados.
Isso pode não ser regra geral, principalmente quando há celebração de aniversários em bares de Karaokê, o que é comum. Já aos domingos, poucos Karaokês estão abertos, afinal até Deus no sétimo dia da criação, descansou...o que dirá o Karaokê e seus cantores?
Nada mais justo.


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